


Enquanto perdemos tempo e esperança
A centopeia dança, sinuosa razão
Atravessa paredes e se apresenta
Ao mundo que dispensa reflexão.
Bem podia a alma que me espia
Ser sábia como a moça de mil pernas
Em avenuras homéricas dia após dia
Indefesa, pequena e sempre terna.
Mas minha alma não é conveniente
Pois a todo custo quer saber
Do outro que se esconde em mim
Mas que não me é dado conhecer