


Desde que eu não sofra mais
Pelo que morreu no denso escuro
Quando as folhas secas da emoção
Cobriram as calçadas do futuro...
Ainda que não me esqueça
Do que me foi roubado, sem paixão
Que eu siga voando pela poesia
Feito ave liberta de tua mão.
Pois eis que ouço o tinir da melodia
Nesta noite sem luz nem meio-dia...
Pelo que esqueci, entre vaidades
Oro ao deus em minúsculo
A quem rogo anônimas piedades...