


Guardar no bolso uma estrela
Como se fosse semente...
Não início de cósmico jardim
Poeira primeira, íon
Galáxia rosa, azul, carmim.
E sair por aí remexendo bolsos
Sacudindo planetas e cometas
Nos profundos da velha calça jeans.
Quanta diversão!
Mas logo o perigo incontornável
De esquecer ser homem limitado
Delirar-se Deus...
Então mil big-bangs de novas Bíblias,
Universo infindo até o proximo Webb
Ventres plenos de filhos e filhas
Um sorriso e a lágrima que o sucede.
Enquanto tudo, assim, explode...
Aquela estrela... vê se pode...
Esquecida na velha calça sem valor
Segue brilhando, decidida
Ignorando o Deus que a ignorou.
Crédito da imagem: https://conhecimentocientifico.r7.com/estrela-cadente/