


Vou imaginar uma janela
Na parede reta, sem luz
E ver do outro lado da moldura
Teu vulto envolvente que reluz
Vindo para todas as grades derrubar
Fazer deste cárcere um lar.
Minha janela assim pensada
Alívio de uma saudade inominada
Terá em seu sonhado esquadro
A paisagem marinha dos teus olhos
Retratada
E a brisa doce da musa esperada.