Textos


 

Temos todos um tempo

E infinitas estradas

Ponteiros de existência

Quilômetros de exploração

E ainda assim vacilamos

Assustados além da conta

Com a sombra que se desenha

No canto dos olhos

Na mentira da visão.

 

Temos todos alguns tempos

Que batizamos aleatórios de eras

Em que engendramos álibis

Nos quais nos digladiamos

Na defesa de vazias quimeras.

 

Só não temos na carne diária

Aquela gota de sangue, humanidade

Grito de profeta, sanidade

Que nos dê alma e proporção.

 

Temos todos um só tempo

E não percebemos sua velocidade

Essa nave espacial que não decola

Mas que narra a cada dia sua história

A sussurrar futuros e constelações.  

 

Crédito da imagem: https://www.benitopepe.com.br/2008/12/04/a-estrada-do-tempo-e-da-vida/

alexandre gazineo
Enviado por alexandre gazineo em 23/04/2026
Alterado em 16/07/2026


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