


Quase sempre há muralhas
Pelas estradas onde passo
E sem sequer saber o que faço
Sombreiam-me com esse infindo cansaço.
Penso se posso delas escapar
Contorná-las ou as escalar
E enquanto penso, a vida passa
E a fé em mim se faz secar.
Para quê existem muralhas
Se não nos foi dado voar?
Chamem o padre, o pastor
Que vou parar bem onde estou
Exausto de ser como sou...
Este refém dos muros da mentira
E da senilidade
Do ancestral e bíblico Senhor.