


Diante do ventilador que não ameniza
O calor de um verão antecipado
Fico me imaginando sentado
Em uma biblioteca na Sibéria...
E sem esta dúvida histérica
E a infantilidade de não saber
Se a vida que me resta é chama
Que chama outra vida a viver.
Tenho duas vidas no bolso
Presas pelo clipe da decepção...
Elas pesam, são pedras, dores
Arranham-me a pele e a razão.
Crédito da imagem: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2019/06/cientistas-afirmam-que-siberia-ficara-habitavel-apos-mudancas-climaticas.html