Textos


 

 

Tão breve a crônica deste meu viver

Que bem posso apagar amanhã

E dizer: nada tive ou tenho a perder.

 

Minha vida, entre dormir e despertar

São folhas de papel soltas, lembranças

Que só mesmo eu consigo lembrar.

 

E por que alguém mais deveria se importar?

Na vulgaridade do meu andar, sem rumo

Existe só um ser vivendo, sem saber o que esperar.

 

Sou tão pequeno que pensar em um grão de areia

É julgar-me mais que gigante, universo sem par

No paralelismo das existências que fluem

Meu rio é diminuto, segue, mas sem desaguar...

 

Porque o mar que o abraçaria, não sei onde está

Não sei nem mesmo se a ele vou chegar...

Minha vida é como todas as vidas,

Uma tensa geografia, sem mapas a me guiar. 

 

Crédito da imagem: https://santhatela.com.br/mapas/mapa-mundi-antigo-1730/?srsltid=AfmBOorWnpdV47XjC5ezV7E2z0I_bWM56PWD9DoYvXctRalIp_lWqh4i

alexandre gazineo
Enviado por alexandre gazineo em 31/10/2025
Alterado em 16/07/2026


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