


Tão breve a crônica deste meu viver
Que bem posso apagar amanhã
E dizer: nada tive ou tenho a perder.
Minha vida, entre dormir e despertar
São folhas de papel soltas, lembranças
Que só mesmo eu consigo lembrar.
E por que alguém mais deveria se importar?
Na vulgaridade do meu andar, sem rumo
Existe só um ser vivendo, sem saber o que esperar.
Sou tão pequeno que pensar em um grão de areia
É julgar-me mais que gigante, universo sem par
No paralelismo das existências que fluem
Meu rio é diminuto, segue, mas sem desaguar...
Porque o mar que o abraçaria, não sei onde está
Não sei nem mesmo se a ele vou chegar...
Minha vida é como todas as vidas,
Uma tensa geografia, sem mapas a me guiar.
Crédito da imagem: https://santhatela.com.br/mapas/mapa-mundi-antigo-1730/?srsltid=AfmBOorWnpdV47XjC5ezV7E2z0I_bWM56PWD9DoYvXctRalIp_lWqh4i