


Faltou pouco para meus passos me levarem
Além da fronteira do esquecimento...
Estaquei, porque não veio o abraço
A palavra prateada do falar estrangeiro
Amor...
Não se é cidadão em terra estranha
Ao lado de quem não nos chama pelo nome
Não estende a mão e nem pinta sorrisos
Na tela virgem do quadro desejado...
Se fosse para fazer correr nas veias
O sangue do renascimento
Muito seria dito, muito silenciado
Em nome da cumplicidade pacífica
Entre dor e esperança.
Passou, novamente passou
E a fronteira natural, rio caudaloso
Levou
O que era nosso
E você não guardou.