Textos


Em todo meu corpo não se veem tatuagens.
Minhas histórias são vulgares, nada distintas,
sou um artífice de infinitas bobagens...

Não atino a razão de gravar um só nome,
de homem ou de mulher...
nos braços com os quais navego neste caos...

Nomes são ajuntamentos de letras, apelidos
que mais escondem que revelam, o perigo
de nos rendermos a qualquer afeição marginal.

Sejamos atentos, pois seremos inteiros.
A tatuagem da águia nas espaldas
não nos fará voar, ter a alma alada...

Por isto e muito mais não cortejo tatuagens.
Meu corpo é nu e sem graça, como nasceu.
Sou o mesmo insignificante anônimo
que um certo dia se encarnou, mas que ainda
(e só ainda)
não desistiu e nem morreu.
alexandre gazineo
Enviado por alexandre gazineo em 20/05/2019
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