Textos


Pela vida, vou passando, de mão em mão
de sorriso a sorriso
entre cálidas e doces seduções.
Vou sendo conveniente a todas as mulheres
que nada me dizem
nem consultam minhas emoções.

Sou um símbolo descartável
homem de segundas-feiras
atraído pelo cheiro das fêmeas perpetuo meu cio
vagabundo cão
repouso o pelo sobre as esteiras
que cobrem o chão do meu certo desvario.


E quem me convence que erro?
Ninguém me diz nada!
Vou seguindo, patético,
pela estrada
até ser atropelado pelo abandono...

E como cão, a seguir retomo
o cego amor pelas senhoras caprichosas
invento uma estória, onde, ao final,
tombo
ante o olhar de mil medusas pavorosas.


* poema escrito em 1989
alexandre gazineo
Enviado por alexandre gazineo em 22/06/2017
Alterado em 04/07/2017
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Alexandre Gazineo 9www.alexandregazineo.com)). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


Comentários