Textos


Todos o chamavam de ‘Manco’.
Na verdade, ninguém sabia, com certeza, seu nome. Mas era figura muito conhecida; fazia mais de dez anos que estava na Rua Brigadeiro Tobias, das sete da manhã às cinco da tarde, com sua bandeja de alumínio montada sobre um tripé de madeira, vendendo quebra-queixo, coquinho e cocada. E por serem muito saborosas, tornaram-se, com o tempo, a sobremesa preferida dos bancários, escriturários, taxistas e também dos policiais do DHPP.
O ‘Manco’ era um homem tranquilo, de poucas palavras, alto, moreno, os cabelos crespos rareando no alto da cabeça, rosto de traços grossos, mas simpáticos, encoberto por uma barba densa que ainda não cedera o menor espaço para fios grisalhos. Não se envolvia em brigas nem confusões; sempre discreto, vendia seus doces, falava pouco e, no fim da tarde, punha sua carga sob o braço e desaparecia rumo à Avenida Ipiranga.
Não havia nele nada que merecesse das pessoas sempre preocupadas com o pouco tempo que tinham para si mesmas, o mínimo cuidado. Seria tão indiferente quanto uma parede pintada de branco não fosse pela sua perna esquerda. Era uma perna longa, forte e resistente, porém torcida para dentro, de modo que os dedos do pé esquerdo se voltavam  para o pé direito, em uma contorção siamesa e grotesca. Caminhava com dificuldade – como não podia ser diferente – e apoiava-se em uma bengala – na verdade, mais um cajado – de madeira. E com o apoio diário deste instrumento bíblico, ele ia de um lado a outro, lentamente, mas sem perder a calma.
A vida do ‘Manco’ era de tal modo pacífica que nem mesmo com o apelido ele se incomodava. Era só mais um homem, anônimo e sem importância escondido atrás de uma bandeja de guloseimas. Era assim a vida do ‘Manco’.
 Até aquela quarta-feira de um ensolarado e quente dia de março.
 
O homem estava caído em plena rua, a cabeça premida sobre a calçada, a fisionomia distorcida, como se o rosto estivesse pressionado contra  uma barreira de vidro. Grunhia e gemia com voz rouca; os braços estavam puxados para trás, imobilizados por mãos largas e poderosas; o infeliz não se mexia, já que os mais de cem quilos do homem pousado sobre suas costas não lhe dava a menor chance de poder escapar.
‘O cara pegou o vagabundo!’ – anunciou a voz estridente de um adolescente no meio da pequena multidão que acompanhava a cena, quase em frente à Pinacoteca.
‘Tá precisando de uma mãozinha aí, mermão?’ – perguntou um cara gordo vestindo uma camisa do São Paulo e empurrando um carrinho de mercadorias.
Ele olhou para o bem intencionado torcedor São Paulino e respondeu, com um sorriso quase envergonhado:
‘Chama a polícia. Sabe onde é?’ – o gorducho remoeu a pergunta como se fosse algum problema de física quântica, mas o homem decidiu ajudar –‘Logo ali, na Tobias. ’. – e apontou com a cabeça, aproveitando para apertar ainda mais a tenaz do golpe nos braços do sujeito debaixo dele.
A polícia chegou rápido. Dois policiais militares trataram de algemar o espantado prisioneiro e, por desconfiança natural, exigiram os documentos do valente paladino responsável pela prisão. Alguns circunstantes, gente habituada com a região, fizeram caretas de reprovação e deram risadas irônicas com as cautelas dos defensores oficiais da ordem pública. Mas nenhum deles alcançou a indignação de uma senhora de cerca de setenta anos, baixinha, cabelos brancos ralos e repuxados em um coque desarrumado, que, adiantando-se, encarou os policiais, apontando um dedo indicador artrítico para o nariz do mais próximo a ela dizendo zangada:
‘Vocês deviam se envergonhar de pedir documentos pro rapaz. Não fosse por ele e esse sem vergonha – desta vez um pé pequeno e magro, em uma sapatilha preta de pano desbotado apontou o algemado, ainda na calçada – além de me dar um trompico tinha levado minha bolsa!’.
Os policiais trocaram palavras em tom baixo e devolveram os documentos. Alguém aplaudiu, outro assoviou em aprovação. O herói recebeu abraços e centenas de ‘muito obrigado’ e ‘Deus lhe pague’ da senhora – agora agarrada à bolsa como se colada em suas mãos – e só então sentiu falta de alguma coisa.
‘Minha bengala! Onde está?’.
Os circunstantes olhavam em volta, preocupados. A bengala era velha conhecida de muitos ali. Logo alguém apontou a bengala, caída sobre a calçada, a meio caminho entre a banca de doces e o ponto em que o meliante fora capturado. A surpresa trouxe um silêncio de espanto; como explicar que aquela bengala – quase uma parte do corpo do ‘Manco’ - pudesse, agora, ficar abandonada sobre o chão enquanto seu dono, em pé ao lado da sua presa, parecia jamais ter precisado dela?
As pessoas ficaram agitadas.
‘Isto pra mim é milagre! Ele sempre foi devoto de Santo Antônio!’ – uma senhora garantia pela competência do santo.
‘Como pode isso acontecer assim, tão de repente?’ – coçava a cabeça um homem enfiado em um terno cinzento, dois números menor do que o ideal.
‘Picaretagem, isso sim! Se fez de aleijado esse tempo todo só prá vender mais doces!’ – resmungou o pipoqueiro aproveitando a chance de atacar a concorrência.
 Mas o ‘Manco’ estava alheio a tudo; constrangido, voltou ao ponto em que a bengala caíra das mãos, ergueu-a – desajeitado, como se fosse a primeira vez que a tocasse – e voltou para a banca de doces,  quieto e sem dar atenção aos cumprimentos.
 
                                                           *
 
‘Não é possível!’ – disse o Inspetor Gomes ao agente Fontana, os olhos entrecerrados, cheios de dúvida.
‘Verdade! O ‘Manco’ correu atrás do ladrão, derrubou o cara e agora nem tá usando bengala!’ – explicou Fontana, impressionado.
Como era possível? Durante anos Gomes acostumou-se com aquele homem grande, tranquilo, a perna retorcida e a sombra da bengala-cajado sempre ao lado. Talvez fosse um dos poucos que sabia seu nome: Odair. Para quase todos o ‘Manco’ era só o ‘Manco’. Não por maldade, é verdade, mas por mera repetição. Às vezes comprava doces para levar para os filhos e, então, conversavam por alguns minutos e várias vezes o ‘Manco’ dissera que, não fosse pela perna troncha, teria sido policial.
E agora, prendera um ladrão! E a perna estava curada!
Um som de vozes e assovios e exclamações chegaram do corredor. A porta da sala dos inspetores se abriu e Jojoca disse:
‘O herói tá aqui!’.
Odair praticamente saltou para dentro da sala. Sua figura alta destacou-se no espaço estreito entre as mesas; também não havia como deixar de notar a bengala, agora um objeto inconveniente e, sobretudo, inútil. Embora fosse um momento de êxtase, o ‘Manco’ parecia desconcertado e constrangido.
‘Sente-se!’ – convidou Gomes indicando uma cadeira.
‘Inspetor, o senhor já soube?’ – Gomes assentiu com a cabeça. Tentou não ser indiscreto, mas não pode evitar olhar a perna de Odair; antes torta, quase paralisada, agora se movia com força e leveza, espantosamente normal.
‘Ninguém fala de outra coisa... E olha que eu nunca botei fé nesse lance de milagre, mas... Só pode ser milagre!’ – comentou Jojoca apontando, sem reserva, a perna, agora a prova viva do milagre.
Enquanto esperava para prestar declarações, Odair, a mão a deslizar pela perna, olhava em volta, ora sorrindo, ora sério, por vezes parecendo assustado. Depois que Jojoca e Fontana saíram Gomes, enquanto digitava um relatório, comentou, sem querer parecer curioso:
‘O que aconteceu foi espantoso! E, no entanto... ’. Sempre falava assim, quando não sabia o que dizer. Não entendia de milagres, mas, por outro lado, não conseguia explicar aquela nova perna naquele velho conhecido e nem a melancólica bengala, agora abandonada e sem função.
A vida, de fato, muda, mas será possível que mude tanto em tão pouco tempo?
‘Acho que sei o que aconteceu... ’ – a voz de Odair saiu abafada, parecendo que ele se envergonhava das próprias palavras.
Gomes parou de digitar. Estava curioso – e muito – e fazia absoluta questão de demonstrar.
‘O que aconteceu...  Acho que tem a ver com  minha infância, lá em Minas... ’ –  Odair passou a mão na testa e balançou a cabeça. Flutuava em um labirinto de impressões, indeciso sobre qual imagem se fixar – ‘Eu tinha oito anos quando um homem entrou na casa dos meus avós. Era de noitinha e meu vô inda tava na roça. Era um homem grande e forte. Queria dinheiro. Minha vó começou a gritar e ele bateu nela. Bateu muito. Depois, fugiu, sem levar nada. Peguei uma faca e fui atrás. Chorava tanto que não via nada! O infeliz sumiu num matagal. E eu... ’.
Gomes deixara de digitar. Contemplava Odair com atenção, mais ainda, com respeito. Havia uma angústia em seus olhos que Gomes conhecia de muito; a mesma que toldava o olhar de pais que viam os filhos serem mortos ou em policiais decentes que se descobriam impotentes diante de um inferno sempre renovado.
‘Sua avó... Ela...?’ – Gomes experimentou como quem lança o facho pálido de uma lanterna em uma escuridão desconhecida.
‘Morreu. Já era bem velha e ele bateu muito nela e eu... ’ – Odair piscava os olhos, respirava aos soluços, e fitava Gomes, um olhar que se espalhava por espaços impensáveis; enfim falou o que queria ter dito por décadas – ‘Foi quando minha perna entortou... Depois que ele fugiu... Depois que a vó... ’.
Então a senhora caída sob a calcada, a bolsa roubada, a avó a pedir de novo ajuda. E ele, o ‘Manco’, no lugar certo na hora exata. Gomes recostou-se na cadeira, cruzou os braços sobre o peito e refletiu: seria mesmo possível que este milagre redentor tivesse acontecido? Não havia razão para duvidar. Centenas de testemunhas estariam prontas a confirmar o fenômeno ocorrido há poucos minutos bem no centro de São Paulo.
Jojoca abriu a porta e chamou Odair. Ele se levantou, rápido, gozando o prazer da inesperada liberdade de movimentos. Agora parecia mais seguro, confiante. Estendeu a mão para Gomes e o sorriso que lhe abriu os lábios era algo de absolutamente inédito.
‘Milagres acontecem, inspetor! Aqui estou eu... Como prova!’.
Só alguns minutos depois é que Gomes, terminado o relatório, notou que a velha bengala ficara para trás, esquecida sobre uma mesa. Pensou em procurar Odair para devolvê-la, mas desistiu. Não acreditava que,  justo naquele dia, Odair fosse sentir falta da velha parceira. De mais a mais, não havia inconveniente em que a bengala ficasse guardada no Departamento. Evidência poderia Gomes dizer caso lhe perguntassem o que aquele trambolho estava fazendo no DHPP.
Evidência – pensaria, mas não diria – de que milagres, às vezes, acontecem.
 
                                               *
 
‘Gomes... Gomes’.
A voz chamando seu nome foi, aos poucos, ecoando em seu ouvido, enquanto um tremor esquisito sacolejava seus ombros. Abriu os olhos; viu Helena debruçada sobre a cama, com os lábios encostados à sua orelha enquanto uma das mãos balançava seus ombros. Um a autêntica operação de choque para arrancá-lo do sono. E bem sucedida, apesar do relógio digital no criado mudo marcar apenas 02h: 10min.
‘O que foi?’ – perguntou Gomes, levantando e passando a mão pelos cabelos desgrenhados.
‘Fontana no telefone. Disse que tem um assunto urgente. ’ – Helena encolheu os ombros antes de comentar – ‘Mas não parece nada muito grave... Não sei... Ele não pareceu...’.
Gomes nem perguntou o que ela queria dizer. Depois de anos de casamento, Helena aprendera que urgência para quem é policial é sinônimo de desespero, ultima instância, vida ou morte. Se não era assim, a tal urgência podia esperar.
‘Alô?’ – disse Gomes erguendo o fone da mesinha na sala de estar – ‘O que é que houve?’.
‘Chefia... Tu se lembra do ‘Manco’? O cara dos quebra-queixos, o mesmo que... ’ – A voz de Fontana estava cheia de especulação, ao fundo um laivo de tristeza, ao redor um tanto de cansaço. Mas nada tão urgente, como previra Helena.
‘Lembro. ’ – respondeu Gomes, tentando precisar  a quanto tempo acontecera o milagre de São Manco, como chamavam alguns debochados do Departamento. Dez dias? Sim, não mais que isto. Perguntou, já temendo que outro ‘milagre’ tivesse acontecido naquela madrugada – ‘O que aconteceu com ele?’.
‘Eu acho que o coitado ficou meio lelé depois daquele dia, sabe?’ – tentou explicar Fontana – ‘Os amigos dele disseram que ele não tava regulando... Virou meio que... dono da verdade, sabe?’.
‘Não, não sei.’ – suspirou Gomes. ‘Fontana’ – e ele quis deixar claro o tom de advertência – ‘Eu estava dormindo e você me acorda para..’.
‘Mataram o ‘Manco, chefia. Faz coisa de umas duas horas. Três tiros. ’ – Fontana suspirou e completou mais tranquilo – ‘Achei que a chefia ia querer saber. ’.
‘Onde aconteceu?’ – perguntou Gomes, o resto de sono acabado. Helena, voltando da cozinha com um copo d’água, deteve-se a meio caminho – ‘Estou indo pra aí.’ – e desligou o telefone.
‘Estava enganada?’ – perguntou Helena.
‘Lembra que eu te contei uma história sobre um sujeito que vendia doces lá perto do Departamento?’ – perguntou Gomes, tomando-lhe um dos braços e voltando para o quarto.
‘Claro que sim. Cheguei a comentar o caso em sala de aula. Você perguntou se eu não achava um milagre, não foi?’ – Helena tomou um gole de água, franziu o cenho e perguntou – ‘Aconteceu alguma coisa?’.
Gomes assentiu e disse, entre dentes, enquanto se vestia – ‘O prazo de validade do milagre terminou. ’.
 
                                               *
O corpo estava em um bar-sinuca na favela Jaqueline. Uma viatura da PM estava estacionada em frente e dois homens estavam já algemados. O dono do bar, atordoado e raivoso, repetia que nunca antes tinha acontecido uma desgraça como aquela em seu estabelecimento. E assegurava que tudo era culpa desse aleijado maluco!
Gomes desceu do carro e acenou para Fontana e para Melloti, que estavam ali pelo DHPP. Os PM’s o cumprimentaram e um deles, um sargento, antecipou:
‘Foi aquele ali’ – e apontou para um rapaz de menos de vinte anos, magro e com cabelos enrolados em trancinhas com contas coloridas nas pontas, que não mantinha o s olhos baixos, como era costume. Ao contrário, encarava os policiais, os passantes e o dono da espelunca com uma mirada fria, centrada, orgulhosa e confiante. Ele gostava dele mesmo, apreciava o seu papel no meio daquela ruína. Não era nem preciso o sargento complementar – ‘Ele deu os três tiros no Odair. ’.
Gomes foi se aproximando devagar até ficar a uns poucos centímetros do arrogante matador. Retribui-lhe o olhar fixo, quase alucinado. Perguntou:
‘Por que atirou nele?’ – e Gomes desviou por segundos o olhar para o corpo de Odair e para a imensa mancha marrom que se formara na madeira apodrecida do avarandado.
‘Cara tava se achando... Andou falando que eu e meu povo somos tudo frouxos, filhos da puta, que a gente devia era queimar no inferno! Vim conferir o mano e tai... Quem foi pro inferno foi ele, o babaca!’.
‘É você quem manda por aqui, não é? É o dono do pedaço?’  - o assassino ergueu o queixo, desafiador. Gomes o fitou por alguns instantes, antes de dizer entre dentes – ‘Por enquanto, cara... É sempre só por enquanto. ’.
O corpo de Odair tombara rosto para cima, à frente de uma mesa de bilhar com pés de madeira envelhecidos pelo tempo e marcados por uma longa sucessão de pontapés dados por jogadores irritados ou bêbados. Os olhos, fechados, compunham um rosto em que a morte não infligira nada além de uma expressão vazia e indefesa. A camisa de malha branca era o próprio mapa do seu fim; uma bala alojara-se no ombro esquerdo e outras duas, certeiras no coração. Um mapa de manchas, estrias e círculos de sangue. Um mapa vermelho como o próprio inferno.
‘Esse cara aí tava doido... ’ – o comentário partiu do dono do bar, um sujeito baixo e barrigudo com uma cara de lua salpicada com uma barba grisalha – ‘Chegava aqui botando moral... Dizia que bandido tem mais é que comer capim pela raiz. Até porrada deu nuns caras... Mas hoje... ’. – e esticou o queixo curto na direção do corpo, o que fez parecer que sua cabeça, redonda e encravada em um tronco quase sem pescoço, ia cair aos pés do morto.
Gomes se sentiu triste e um tanto culpado. Talvez devesse ter previsto aquilo. No exato dia em que tudo acontecera, no dia do tal ‘milagre’. Agora, ele só contemplava o de sempre, o óbvio, a estupidez e a crueldade eternizada. Não havia sombra de milagre no ambiente sórdido daquela espelunca e até a perna manca e disforme de Odair, a mesma perna que se endireitara em um espasmo de força inexplicável, voltara ao seu estado de sempre, à mesma condição que o fizera ser chamado de ‘Manco’ décadas a fio.
‘Dá prá entender, chefia?’ – era Fontana, repuxando os bigodes, desconcertado.
Talvez fosse possível entender caso fosse compreensível um milagre por tempo determinado. Ou então se apenas cruzamos os braços e dizemos que milagres é a doença incurável dos que sonham demais. Sentiu – e sem saber por que –  de novo o sabor do quebra queixo que tantas vezes comprara de Odair. E o gosto do doce relembrado não pareceu nem de longe amargo. Nada parecido com o corpo crivado de balas, sobre aquele chão imundo, em frente daquela mesa escangalhada.
‘A bengala... ’ – Gomes disse, sem querer, divagando.
‘Bengala? Que bengala, chefia?’ – Fontana olhou em volta, curioso.
‘A que ele esqueceu lá no Departamento. Precisamos guardá-la. Como lembrança ’.
Fontana franziu o cenho e Gomes bateu-lhe no ombro, dizendo, enquanto se encaminhava para fora, ansioso por um pouco de ar fresco:
‘De que até os milagres podem ser mancos. ’.
 

alexandre gazineo
Enviado por alexandre gazineo em 24/09/2012
Alterado em 24/09/2012
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