Textos



Sou

assim

assado

muitas vezes atento

noutras, desarmado...

e espreitando-me, abismos...

onde me lanço, mas não caio.


Sou

assim

assado

capitão de longo curso

marujo aferrado

à terra e ao mar...

porque o horizonte me espicaça

o porto me quer abraçar.


Sou

assim

assado

cercado de contingências...

que sempre me deixam a boca amarga...

 porque sabem à doenças

espreitando esta vida tão escassa.


Assim

Assado

sou

e quem me der o braço

sentirá o trejeito do equilibrista

que mente nas métricas, no poema

a paisagem invisível à toda vista.




 
alexandre gazineo
Enviado por alexandre gazineo em 15/09/2009
Alterado em 14/01/2011
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